Empresa cobra por shows que Chorão não fez por ter morrido

Foto: Reprodução

Seis anos após a morte do cantor Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., a família ainda lida com um processo referente a carreira do artista.

De acordo com o jornal ‘Folha de S.Paulo’, o único filho do roqueiro, Alexandre Ferreira Lima Abrão, briga na Justiça com a empresa Promocom Eventos e Publicidade, que cobra da família uma indenização pelos shows que não foram feitos pelo cantor após a sua morte.

Segundo a publicação, a empresa enviou a notificação nove meses após a morte de Chorão. Eles pediam uma resposta pelos nove shows que haviam sido agendados pela banda que não foram realizados. “Faleceu sem atender à totalidade das obrigações assumidas”, afirmava o texto.

A notificação enviada pela empresa se transformou em uma ação de cobrança que tramita até hoje na Justiça e pede R$ 225 mil de indenização, além de R$ 100 mil de multa por descumprimento de contrato.

No processo, Alexandre Ferreira coloca em dúvida a autenticidade do contrato, datado de 23 de outubro de 2012, que previa a exclusividade para a empresa na realização de shows da banda.

O herdeiro de Chorão também questiona o pedido de indenização e da multa, além da necessidade de ressarcimento.

A empresa chegou a ter ganho de causa com decisão do juiz Cláudio Teixeira Villa, porém o Tribunal de Justiça anulou após considerar que a Promocom não conseguiu demonstrar ter feito o adiantamento do valor ao artista.

Para comprovar a assinatura de Chorão no contrato, o documento passará por um laudo pericial e terá a assinatura comparada a do passaporte do cantor.

As informações são do bahia.ba e da Folha de S.Paulo

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