Retorno à rotina infantil esbarra nas consequências do isolamento

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A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) modificou a rotina de brasileiros de todas as idades, sobretudo as crianças. Isoladas desde o mês de março com o decreto de “pandemia” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os pequenos tiveram de se adaptar a uma rotina entre paredes, com brincadeiras e atividades escolares limitadas aos cômodos da casa.

Entretanto, desde meados de junho as medidas restritivas contra a SARS-COV-2 vem sendo flexibilizadas nas principais capitais do país. Com o retorno gradual das atividades presenciais, as crianças também vêm retomando brincadeiras e passeios em shoppings, parques e restaurantes, se adequando a um cotidiano de “novo normal”. 

Embora o público infanto-juvenil esteja caminhando para uma nova rotina, as consequências do isolamento social ainda são visíveis. Segundo artigo do “Núcleo Ciência Pela Infância”, a dependência excessiva dos pais (36%), desatenção (32%), preocupação (29%), problemas do sono (21%), falta de apetite (18%), pesadelos (14%), desconforto e agitação (13%) são alguns dos efeitos constatados da pandemia na saúde mental das crianças. 

Para a psicóloga e Mestre em Psicologia Experimental pela PUC-SP, Samanta Cavalcanti, “as características absorvidas pelas crianças no período do distanciamento social podem afetar o comportamento das mesmas nessa segunda fase de readaptação. Mesmo podendo passear mais livremente e se divertir com sua família, existem receios, desatenções e dependências incomuns, fruto da quarentena, que prejudicam o desenvolvimento dos pequenos”, explica. 

Após aproximadamente 5 meses de medidas restritivas mais incisivas, o comportamento diferente dos pequenos tem levado pais e responsáveis a buscarem ajuda. Auxiliando a família na readaptação da rotina infantil frente à retomada das atividades, institutos com o “Viver — Habilidades para Vida”, localizado no bairro do Stiep (BA), tem realizado atendimentos comportamentais personalizados, amparando a criança e toda a família. 

“Nossa meta é conduzir nossos ‘Viventes’ ao autoconhecimento, e ao desenvolvimento de habilidades para uma vida digna e com sentido. Acreditamos em um trabalho personalizado, onde cada indivíduo precisa de um modelo próprio de aprendizado”, descreve o instituto.

Promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de habilidades para vida com propostas pessoais e auxílio profissional, o Instituto soma experiências de salas de aula e metodologias próprias para criar um local transformador e significativo. Através da “análise comportamental” — especialidade do Instituto — Samanta explica que as atividades e propostas feitas pelo “Viver” leva crianças a se desenvolverem de maneira sadia e assim prepará-las para um ambiente parecido à nova rotina que está por vir. 

“Trabalhamos para que as crianças compreendam o período que estamos vivendo, ao mesmo tempo que unimos as famílias para dar segurança e conforto em suas rotinas. Com o retorno das brincadeiras, passeios e outras atividades, nós instruímos os pais e os profissionais do ‘Viver’ algumas explicações sobre a nova rotina, desenvolvendo passatempos e lazeres que estimulem todas as habilidades infantis, mas sempre conscientizando-os do momento que ainda estamos passando”, conclui.  

Para mais informações sobre o Instituto Viver, acesse www.habilidadesparavida.com.br ou a página do Instagram @habilidadesparavida.