Empresa feirense cria financiamento para mototaxistas desempregados e cresce 400% investindo em delivery

O criador do app, Filipe Martins explica como surgiu a necessidade

Após a recomendação do isolamento social em Feira de Santana, diversos mototaxistas ficaram desempregados, pois o fluxo de pessoas nas ruas caiu, consequentemente a procura pelo serviço. Já o serviço de entregas, chamado “delivery”, cresceu muito neste período, o que beneficiou a categoria, principalmente após a criação de uma plataforma específica que permitiu que estes trabalhadores continuassem na ativa.

 

O aplicativo Giross, que foi criado para transporte de pessoas e que funciona em diversas outras cidades, além de Feira de Santana, precisou se reinventar e resolveu manter os seus mototaxistas parceiros migrando-os para o delivery, fechando parcerias com grandes empresas da cidade, como supermercados e farmácias e criando um financiamento para auxiliar os que estavam mais desamparados. O criador do app, Filipe Martins explica como surgiu a necessidade.

 

“Predominávamos no transporte de pessoas, e com a impossibilidade de elas saírem de casa, acabavam não precisando de transporte. Tínhamos um projeto de fazer delivery para as empresas, e percebemos que, nessa hora, era o que mais as pessoas precisavam. Empresas que não tinham fluxo de caixa, capital de giro, não conseguiam se manter, pois o único tipo de venda que elas tinham era o presencial, então, nós da Giross colocamos em prática o delivery para empresas, e nisso, começamos a ajudar estas empresas. Cadastramos, fomos atrás, e assim fomos ajudando da melhor forma possível”, contou.

 

Filipe ainda conta que além dos mototaxistas, diversas outras empresas da Bahia também foram beneficiadas. “Nisso levamos muitas para a plataforma online, orientamos as vendas por WhatsApp, tivemos a ideia da entrega SOS, o que ajudou bastante e de março até agora, conseguimos um crescimento de 400% por conta disso”, afirmou.

 

Segundo Filipe, o financiamento foi criado principalmente para aqueles que fazem acontecer, que são os motociclistas. “Como muitos são autônomos, trabalhavam em empresas e foram demitidos por conta de cortes de custo, então, ficaram sem ter de onde tirar a renda para o sustento da família. Acolhemos essas pessoas, lançamos a plataforma de entrega de forma autônoma e criamos também um outro projeto de financiamento, em parceria com a BPago. Um valor não muito alto, mas que ajudou muito a estes trabalhadores que precisavam pagar aluguel, consertar moto que quebrava entre outros, então, aumentando a demanda de empresas cadastradas, conseguimos ajudar um número maior de pessoas possível, e hoje realizamos um trabalho excelente em toda a Bahia”, concluiu.