Camelô deixa de ser patrão para virar “empregado de chinês”, critica vereador

O vereador condena os termos do contrato firmado pela Prefeitura com o consórcio responsável pelo equipamento

Foto: Ascom/CMFS

Em mais uma crítica à forma como os camelôs estão sendo transferidos das ruas para o Centro Comercial Popular, pela Prefeitura, o vereador Roberto Tourinho (PSB) comparou a medida com a criação do Sistema Integrado no transporte público de Feira de Santana, uma década atrás. Segundo ele, em pronunciamento recente na Câmara, o Governo Municipal estaria levando os vendedores ambulantes a “deixar de ser patrões para se tornar empregados dos chineses, que são os investidores do Elias Tergilene (empresário responsável pela gestão do equipamento, projeto da Prefeitura Municipal executado em Parceria Público-Privada)”.

Com a integração do transporte coletivo, ele lembra, motoristas proprietários de vans e kombis que complementam o sistema deixaram de ser autônomos para receber remuneração dos empresários de ônibus, o que teria lhes causado “enorme prejuízo”. Tourinho afirmou não ser contrário a organização do centro da cidade, mas culpa o Município pela instalação de barracas no local, nos últimos 20 anos. “Eles fixaram se fixaram ali por conivência ou omissão do poder público. A Prefeitura e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico tinham consciência do que estava acontecendo, mas preferiam se manter de olhos fechados; ‘favelizaram’ o centro da cidade, acabaram com o Centro de Abastecimento”.

O vereador condena os termos do contrato firmado pela Prefeitura com o consórcio responsável pelo equipamento. Diz que os pequenos comerciantes não têm recursos para pagar “quase R$ 1 mil por mês para utilizar um box, entre aluguel, condomínio e investimentos que necessitam ser feitos”.

As informações são da Ascom CMFS.